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Autor do clássico "Ilha de Maré", composição assinada em parceria com Lupa que logrou grande êxito na voz de Alcione na década de 1970, Walmir Lima é reconhecido como um dos mais importantes representantes do samba da Bahia, sendo, atualmente, o expoente mais longevo do samba soteropolitano.

Sua estreia no meio fonográfico aconteceu em 1975, quando participou, ao lado de Nelson Rufino e do conjunto Dependentes do Samba, do álbum “Bahia de Todos os Sambas”, interpretando composições de sua autoria, como “Miro Pandeiro de Ouro”, “A vida tem dessas coisas” e “Deus do Sono”.

Em um período de dez anos, entre 1976 e 1986, Walmir Lima lançou 4 LPs, retornando aos estúdios somente em 2006, após um hiato de 30 anos, para gravar o CD “Para ver o meu povo sambar”, com produção de Edil Pacheco. Em 1981, produziu o álbum “Sambas de roda de Salvador”, cantando sambas de sua autoria e gravando intérpretes como Serginho, Giba, Sarabanda, Elane e Beijoca.

Em 2013, o sambista lançou o seu mais recente trabalho autoral, o DVD “Walmir Lima - 80 Anos de Samba e Poesia”, gravado ao vivo no Largo Pedro Archanjo, no Pelourinho, e que contou com a participação especial dos amigos Edil Pacheco, Firmino de Itapoan, Nelson Rufino, Gal do Beco, Pedrão Abib, Juliana Ribeiro, entre outros.  Em 2017, teve a sua biografia escrita por Luciana Melo – “Walmir Lima – Além da Ilha de Maré: a História de um Sambista” – e publicada pela Editora Autografia (Rio de Janeiro-RJ).

Walmir Lima também foi um sambista expoente no Carnaval de Salvador, com atuação em inúmeros blocos e escolas de samba tradicionais da cidade, conquistando diversos festivais e concursos de samba na capital. Pelos serviços prestados à cultura baiana, o compositor foi condecorado com as medalhas Tomé de Sousa (1991) e Zumbi dos Palmares (2009), pela Câmara Municipal de Salvador.

Das parcerias que travou com outros sambistas baianos, fez vínculos perenes - ao longo das últimas décadas assinou composições com Roque Ferreira, Nelson Rufino, João Rios, Lupa, Anísio Félix e Jandyr Aragão. Além de Alcione, com quem também alcançou sucesso com outro samba composto em parceria com Lupa, “Bom Jesus dos Navegantes”, foi gravado por grandes nomes da música popular brasileira, como Martinho da Vila, Beth Carvalho, Margareth Menezes, Mariene de Castro e Jair Rodrigues. 

Em 2020, Alcione regravou no álbum "Tijolo por tijolo" (Biscoito Fino) um belíssimo samba de sua autoria, em parceria com Edil Pacheco, "Santo Amaro é uma Flor", que presta homenagem à terra natal de seu avô paterno.

Neste ano de 2021, Walmir Lima completa 90 anos e se prepara para ter a sua trajetória no samba registrada em documentário produzido e dirigido por Pedrão Abib. Além disso, o sambista também registrará, pela primeira vez, o samba-enredo "O Circo", de sua autoria, com o qual a Filhos do Morro desfilou no carnaval de 1968. A gravação integra o projeto "Sambas-enredo da Cidade da Bahia - Registro de Memórias", idealizado e produzido pelo coletivo É Samba da Bahia! (ÉSBA!), que será lançado ainda este ano. 


 

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